Quem não passou pela necessidade de iluminar a escuridão para afastar os medos e o desconhecido, mal percebe o quanto somos abençoados com a facilidade de poder fazê-lo ao simples toque do interruptor. Esta comodidade só é possível, hoje, porque a pouco mais de cem anos Thomas Alva Edison inventou a lâmpada, libertando a humanidade da luz bruxuleante das velas e dos mau cheirosos lampiões movidos a óleos vegetais ou animais. Partindo disso, passamos a introduzir o conceito de iluminação nos projetos arquitetônicos e de decoração visando melhorar a valorização e exploração dos espaços.
Ao controlarmos a quantidade e a qualidade da luz podemos melhorar os ambientes. Ao realçar detalhes e produzir efeitos conseguimos resultados que deixam nossas casas mais aconchegantes, práticas e cheias de personalidade. Este trabalho tem início, na medida do possível, na planta.
Ao fazermos uso de portas e janelas amplas e/ou clarabóias, valorizamos a arquitetura e damos um passo importante em direção ao uso consciente da energia a ser utilizada. A seguir será preciso pensar em cada ambiente a partir do uso a ele destinado e da tendência de decoração já que são muitas as possibilidades de iluminação. Sem esquecer de pensar nos objetos a serem destacados com focos de luz.
Assim como as cores, os objetos, também sofrem influência da iluminação. O que pode causar efeitos indesejados. Por isso é bom testar as lâmpadas ao comprá-las sem se descuidar do IRC (Índice de Reprodução da Cor). Quanto mais perto de cem mais fiel será a reprodução da cor.
Está começando a ficar muito técnico? não é preciso entrar em pânico. O importante é saber que existem três famílias básicas de lâmpadas que são: Incadescentes, possuem custo baixo, mas duram pouco e escurecem com o tempo. Halógenas, duram duas vezes mais que as incandescentes, reproduzem melhor as cores e não escurecem. Também classificadas neste grupo aparecem as dicróicas que possuem facho concentrado e são dotadas de refletor o que reduz o calor projetado tornando-as ideais para destacar obras de arte; Fluorescentes, são luzes frias, portanto mais econômicas, mas não reproduzem bem as cores.
Posso apostar que, agora, você deve estar se lembrando de, pelo menos, um ambiente em que a fidelidade das cores é muito importante. É, pois é, olha o banheiro aí de novo. Afinal, tarefas como fazer a barba e maquiagem precisam de uma iluminação adequada. A luz não deve vir de cima pois provoca sombras. Para maquiagem, por exemplo, a luz deve ser frontal por isso o melhor é instalar lâmpadas nas laterais do espelho. Podem ser spots, arandelas ou duas linhas de lâmpadas, assim como nos camarins, lembra? Para espaços pequenos as luzes junto ao espelho podem ser suficientes, mas para banheiros maiores será preciso, também uma luz geral no teto. Já na área do box que é muito úmida é preciso o uso de lâmpadas blindadas, como as halógenas par.
É legal ter um cantinho para onde temos o prazer de retornar e de estar sem, contudo, descuidar da economia. Por isso pense bem em tudo para não ter surpresas com a conta de luz no final do mês. Mas não é preciso desistir dos planos por causa disso. Lembre-se que o Dimmer pode ser um bom aliado nesta tarefa, já que trata-se de um recurso para aumentar ou diminuir a intensidade da luz, reduzindo o consumo de energia e aumentando a durabilidade da lâmpada e que pode ser instalado no interruptor da parede. Deixe as velas para criar uma atmosfera romântica, como aquele jantarzinho a dois. Sabendo usar, não vai faltar.
Tags: arandela, Decoração, destaque, dicróica, dimmer, efeitos, fluorescente, halógena, Iluminação, incandescente, IRC, lâmpadas, luz, spots

Outubro 1, 2008 às 3:43 pm |
A iluminação é um aspecto fundamental quando se fala em decoração de interiores. Não importa quão bem decorada está uma sala ou um quarto, se a iluminação não for apropriada, este cômodo não fica completo.
Parabéns pelo artigo!