O inicio da temporada de chuvas tem coincidido com notícias de grandes tragédias. O crescimento alarmante de enchentes e de deslizamentos de terra que destroem casas e vitimam pessoas no Brasil afetam, principalmente, as regiões de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco. É preciso entender porque isso acontece para que vidas humanas não sejam expostas a riscos e para que a população não tenha suas casas dragadas pela enxurrada que consome, em poucos segundos, o trabalho de uma vida inteira destruindo sonhos.
O homem tornou-se tão urbano que passou a não dar muita importância a conceitos básicos de sobrevivência apreendidos ao longo de sua existência como o reconhecimento da necessidade da vegetação para dar sustentação ao solo e para fazer a drenagem das águas da chuva e o respeito pela vazão dos rios.
A proliferação, nos centros urbanos, de camadas asfálticas que impermeabilizam o solo e impedem a correta drenagem da chuva, a falta de saneamento básico e o lixo urbano que se acumula em vias públicas e barreiras contribuindo para o entupimento das saídas de água, dificultam o escoamento e conseqüentemente facilitam os alagamentos.
O crescimento desordenado das cidades e a ocupação de áreas de risco também contribuem para o agravamento da situação uma vez que o desmatamento de morros para o assentamento de casas ou outras construções propicia o deslizamento de encostas. Sem esquecer da ocupação das margens dos rios e o consequente estreitamento de seus leitos que, sem alternativas de escoamento, transbordam.
Para se prevenir de um possivel deslizamento de terra é preciso ficar atento ao aparecimento de fendas ou depressões no terreno, rachaduras nas paredes da casa, surgimento de minas d’agua e para a inclinação de troncos e postes.
Impedir que desastres naturais aconteçam é impossível, mas isso não justifica a inatividade dos governos na prevenção de catástrofes ambientais uma vez que o Brasil tem conhecimento técnico e experiência suficientes para agir preventivamente. É preciso aproximar o acúmulo de conhecimento, produzido pelas estudos feitos nas universidades, dos órgãos governamentais, aliando teoria e prática no planejamento de ações prévias. E nós, é claro, também precisamos fazer nossa parte para preservar nossas casas e evitar que tragédias se repitam:
– Não jogue lixo nas vias públicas e não permita que seu acúmulo seja um empecilho no caminho das águas.
– Conserte os vazamentos.
– Não desmate. E privilegie a vegetação que possui raízes longas que se fixam ao solo dando sustentação.
– Não faça corte nos terrenos que ficam nas encostas, sem o auxilio da prefeitura. Evite o aumento da inclinação pela ação humana.
– Exerça a cidadania consciente em benefício de todos. Pense coletivamente.
– Construa respeitando a topografia do terreno, pois é ela que fornece o conhecimento básico necessário para permitir que uma obra seja implantada e executada corretamente.
Fique atento. Ainda que casas possam ser reconstruidas e bem duráveis possam ser repostos, nada justifica a dor da perda de vidas humanas em tragédias anunciadas.
Saiba mais:
http://www.defesacivil.gov.br/desastres/recomendacoes/deslizamento.asp
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