Entre todos os serviços que englobam uma reforma, com certeza em algum momento e depois de vários orçamentos, você já deve ter se perguntado por que a pintura custa tão caro. Afinal não é só jogar uma tinta na parede? Pois é, mas é aí que a coisa pega.
O processo de pintura tem, pelo menos, duas etapas bem distintas: Preparação e Execução. Respeitar estes dois passos é o que faz a diferença no resultado final, e isso normalmente implica em custos mais altos já que envolve conhecimento e técnica.
Na etapa de preparação é preciso adequar o ambiente para o inicio do processo. Preservar os lugares que não receberão a pintura. Assim deverão ser removidos espelhos de caixas de luz, quadros, fechaduras, lustres, luminárias, cortinas e objetos de decoração. E protegidos interruptores, tomadas e o chão. Não esquecendo, é claro, que todos os móveis que permanecerão no local deverão ser cobertos.
Ambiente arrumado parte-se para a preparação das superfícies, ou seja, criar condições para que a pintura antiga possa receber uma nova. Momento de usar a lixa para tirar aquela poeirinha acumulada, remover a tinta desgastada de superfícies de madeira, por exemplo, usando uma espátula ou, em casos mais graves, lançar mão de removedores. E nos caixilhos de ferro com processo de ferrugem instalado será preciso lixar bem e depois aplicar zarcão. Assim a futura pintura não se soltará e o processo de ferrugem se interromperá.
Depois de tudo preparado o próximo passo é a execução. A escolha dos produtos e da técnica a ser empregada deve ser orientada pelo tipo de superfície que se deseja pintar. Nas paredes o mais indicado é o látex. Já o esmalte sintético precisa de atenção, pois em caso de repintura, pode acontecer incompatibilidade entre solventes. Para evitar este problema o melhor é escolher o mesmo tipo usado anteriormente ou fazer um teste antes de começar.
O inicio desta segunda etapa deve seguir uma ordem a fim de facilitar a tarefa e proporcionar resultados melhores. O primeiro a ser pintado deve ser o teto, depois as paredes, portas, janelas e por último os rodapés, começando sempre pelos tons claros para depois passar aos mais fortes. E nunca se deve passar tinta em superfícies úmidas ou com aplicação de produtos que não tenham sido totalmente absorvidos, principalmente gesso. Também não se deve começar a pintar se a temperatura exterior estiver abaixo de 12 graus Celsius.
A escolha correta dos materiais a serem utilizados para a realização da tarefa também influenciará no resultado. Rolos são ideais para paredes e tetos. Os de lã com pelo baixo são indicados para látex PVA e tinta acrílica e os de espuma para esmaltes, tinta óleo e vernizes. Os acabamentos pedem o uso de pinceis. Os de cerdas escuras para tintas a base de solvente e os de cerdas grisalhas para as com base de água. E para prolongar a vida útil deles é preciso limpa-los adequadamente. Os que tiverem resíduos de tintas a base de solventes, verniz ou tinta a óleo limpe com jornal e lave com aguarrás ou thinner. Os que contiverem resíduos de tintas a base de água lave com água e sabão.
Seguir procedimentos, utilizar a técnica aliada a conhecimento e cuidar dos detalhes na hora de pintar, garante a correta execução do trabalho. Isso melhora o rendimento da pintura e a aparência das superfícies e ambientes, proporcionando durabilidade e economia no longo prazo. Demanda tempo e custa mais caro, mas é o que faz a diferença entre pintar e simplesmente colocar tinta na parede. Pense nisso.












